
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Uma vez aberto um blog, está aberto o sentimento de culpa

sexta-feira, 27 de junho de 2008
Uma questão da FUVEST que eu tentei resolver

Sobre a imagem e o movimento, explica a perfeição que vemos atualmente um filme como uma continuidade na sequência de imagens e não um monte de slides, com imagens estáticas, vai aí a questão:
Foram encontradas em cavernas pré-históricas as primeiras seqüências de figuras desenhadas pelo homem de modo a produzirem a sensação de movimento.
Essa descoberta confirma a percepção de que, quando folheamos rapidamente desenhos ou fotografias em seqüência, eles parecem se mover. Foi só em 1826 que o médico e filólogo inglês Peter Mark Roget publicou um estudo sobre o assunto.
Segundo o cientista, o olho humano retém a imagem que se forma na retina por alguns décimos de segundo a mais (aproximadamente 1/24 de segundo), mesmo após o clarão que a provocou haver desaparecido.
Essa peculiaridade do sistema óptico humano, capaz de reter a imagem por esse pequeno lapso de tempo, é conhecida como persistência da visão ou persistência retiniana.
Três anos após essa descoberta, o físico belga Joseph-Antoine Plateau foi o primeiro a medir o tempo da persistência da visão ao concluir que, para uma série de imagens darem a ilusão de movimento, é necessário que se sucedam à razão de dez por segundo.
Baseados nessas descobertas, inúmeros equipamentos foram criados para captar a imagem do movimento. Os primeiros aparelhos de projeção eram formados por discos com várias imagens coladas em posições diferentes, que, ao serem rodados, davam a impressão de mobilidade.
Para filmar um corpo em movimento, são feitas várias fotos (fotogramas) em intervalos bem curtos. Hoje, a velocidade de filmagem e projeção é padronizada em 24 fotogramas por segundo.
Como a imagem na retina persiste no intervalo de tempo compreendido entre duas imagens sucessivas, o fotograma seguinte é projetado no exato instante em que o fotograma anterior está desaparecendo de nossa "memória visual", o que produz a sensação de movimento contínuo.
O vestibular da Fuvest explorou o assunto. Uma de suas questões afirmava que um filme comum é formado por uma série de fotografias individuais projetadas à razão de 24 quadros por segundo. Uma pessoa desejando filmar o desabrochar de uma flor cuja duração era de aproximadamente seis horas pretendia apresentar esse fenômeno em um filme de dez minutos de duração.
O exercício perguntava quantas fotografias individuais do desabrochar da flor deveriam ser tiradas.
Uma solução é lembrar que, como a projeção ocorre a uma velocidade de 24 quadros por segundo e o filme tem dez minutos de duração (600 segundos), o total de fotografias tiradas deveria ser de 14.400 e à razão de 40 fotos por minuto, certo ?
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Entendendo um museu de Imagem e Movimento
| A magia da imagem em movimento | ||||||
| Apenas 35 pessoas assistiram à projeção de dez filmes de dois minutos de duração cada um, no dia 28 de dezembro de 1895. Mas, a partir desse momento histórico, o cinema não parou de crescer e encantar . | ||||||
| por Claude Dufresne | ||||||
Para satisfazer a curiosidade geral, os organizadores multiplicaram as telas que reproduziam as paisagens e os costumes dos países representados na famosa rua das Nações. No centro da galeria das máquinas, uma tela gigante foi instalada, permitindo a 25 mil pessoas contemplar ao mesmo tempo as projeções. Outra tela gigante foi colocada sob a torre Eiffel, porém o vento a derrubou e a experiência foi abandonada. Mas isso não importava: o cinematógrafo estava lançado. A aventura havia começado alguns anos antes, no subsolo do Grand Café, situado no bulevar des Capucines, perto da Ópera, no dia 28 de dezembro de 1895. Nesse dia, um cartaz colocado na fachada anunciava em letras garrafais: "Cinematógrafo Lumière". Na verdade, os basbaques que perambulavam pelos bulevares naquela semana de festa pareciam mais atraídos pelas barracas da quermesse. Naquele 28 de dezembro não seriam mais do que 35 curiosos a arriscar uma moeda de um franco, o valor da entrada para a sessão. O diretor do estabelecimento, senhor Volpini, ficou satisfeito de haver recusado a porcentagem sobre a receita que lhe fora proposta e de ter exigido 30 francos por dia pelo aluguel do Salão Indiano, a sala onde aconteciam as projeções. Deve ter se arrependido, em seguida, pois rapidamente mais de 1.500 interessados formavam, a cada dia, diante do Grand Café, uma fila enorme. | ||||||
| Algo aconteceu no Salão Indiano para explicar tal sucesso. Os raros espectadores presentes à primeira sessão estavam convencidos de que iam assistir a uma daquelas demonstrações de lanterna mágica, muito comuns na época. De fato, assim que se instalaram na sala, que evocava a de um pequeno teatro, eles mergulharam na obscuridade, enquanto por trás deles um raio de luz projetava sobre uma tela branca as palavras "Cinematógrafo Lumière", seguidas pelo título A saída das operárias da fábrica Lumière. O espetáculo começou mal, pois as palavras tremiam na tela e o público já lamentava por "ter se deixado enganar". Mas eis que subitamente apareciam grupos de mulheres na porta de uma fábrica, e elas, em vez de ficar imóveis, começavam a se mover, a andar. Elas se aproximavam, punham-se a aumentar de tamanho, avançavam na direção do público com um sorriso nos lábios; elas estavam "vivas". Na sala, a incredulidade e a estupefação se seguiram ao ceticismo dos primeiros instantes. A luz foi acesa. Os espectadores ainda não acreditavam no que tinham acabado de ver e trocavam olhares como se cada um perguntasse ao outro se não tinha sonhado. No entanto, a luz foi apagada novamente: dessa vez, um trem surgiu na tela; ele se deslocava em grande velocidade e avançava na direção da sala, pronto, ao que parecia, a destruir tudo pelo caminho. A impressão era tão espantosa que instintivamente os espectadores da primeira fila se levantavam das cadeiras para fugir. Sucesso com o boca-a-boca Durante 20 minutos os filmes se sucederam - eram dez ao todo. Cada um tinha 16 metros de comprimento e dois minutos de duração. Quando o programa terminou, o responsável pela projeção fez uma pausa de dez minutos para descansar a mão, adormecida pela manivela do aparelho que teve de acionar durante toda a sessão. | ||||||
| A parada serviu também para deixar sair os espectadores e receber um novo grupo. Não era raro que os que haviam assistido a uma sessão retornassem uma ou duas horas mais tarde, acompanhados de amigos com os quais compartilhavam a descoberta. O sucesso inicial do cinematógrafo se deveu ao boca-a-boca: a imprensa, em seu conjunto, ignorou olimpicamente a invenção. A única repercussão nos jornais foi uma breve nota publicada na edição de 30 de dezembro de Le Radical, o primeiro das dezenas de milhões de artigos que seriam dedicados ao cinema: "Uma nova invenção que é certamente uma das coisas mais curiosas de nossa época foi apresentada ontem à noite no bulevar des Capucines, 14", escreveu o jornalista. "Trata-se da reprodução, por projeções, de cenas vividas e fotografadas [...]. Seja qual for a cena assim tomada e o número de pessoas surpreendidas nos atos de sua vida, vocês irão revê-las em tamanho natural [...]. Merece ser mencionada a saída de todo o pessoal das fábricas onde foi inventado o novo aparelho, que recebeu o algo carrancudo nome de cinematógrafo." Os inventores desse "cinematógrafo" eram dois jovens pesquisadores lioneses, os irmãos Louis e Auguste Lumière. Até então, eles tinham se interessado pela indústria fotográfica e realizado sensíveis progressos nesse campo, principalmente com a invenção de um processo de fotografia em cores. O pai deles, Antoine Lumière, fundador da fábrica, lhes deu uma preciosa ajuda. Havia muitos anos, os irmãos Lumière, como vários outros inventores na França e em diversos países, tentavam criar um sistema de fotografias animadas. Em dezembro de 1894, eles atingiram seu objetivo, e o primeiro registro do invento foi concedido em 13 de fevereiro de 1895. Algumas semanas mais tarde, diante dos membros da Sociedade de Incentivo à Indústria Nacional, reunidos por iniciativa da presidência da Academia de Ciências, Louis Lumière apresentou A saída das operárias da fábrica Lumière. Em junho, nova projeção, dessa vez em Lyon, por ocasião do congresso das sociedades fotográficas da França. O sucesso foi tal - assim como o obtido em 16 de novembro, na Sorbonne, durante a volta às aulas da Faculdade de Ciências - que encorajou os irmãos Lumière a apresentar a descoberta ao grande público. | ||||||
| O pai deles se ocupou da organização do evento. Para tanto, chamou o fotógrafo Clément Maurice. Partindo do princípio de que, para se tornar conhecido, o cinematógrafo devia dar seus primeiros passos no coração de Paris, Maurice procurou uma sala nas imediações da Ópera e descobriu o Salão Indiano. Na véspera da primeira apresentação pública, no dia 27 de dezembro, Antoine Lumière e Clément Maurice realizaram uma sessão para alguns convidados. No programa, além das fitas que seriam apresentadas no dia seguinte, figurava O regador regado, que pode ser considerada a primeira obra cinematográfica, pois, por mais simples que fosse, ela colocava em cena uma história; a sessão iria inspirar aquele que seria o criador do cinema tal como o conhecemos. Nessa apresentação para convidados estava presente um homenzinho de barba negra, que, apesar de ser ainda jovem, já havia exercido várias atividades. Nascido numa família abastada, Georges Méliès poderia ter se contentado em dirigir a próspera fábrica de calçados do pai, mas as fadas, que se inclinaram sobre seu berço, deram-lhe múltiplos dons. Desenhista de humor, ele foi seduzido pela arte dos ilusionistas, que praticou com virtuosismo, a ponto de assumir a direção do teatro Robert-Houdin, onde apresentava um número de prestidigitação todas as noites. Também organizava sessões de lanterna mágica, nas quais mostrava alguns de seus truques. Esse gosto pelo visual o levou à fotografia: dessa forma conheceu Antoine Lumière, que o convidou para ver o cinematógrafo dos filhos. Cerca de 40 anos depois, Georges Méliès se lembrava ainda das circunstâncias que mudaram seu destino: "Encontrei o senhor Lumière na escadaria do teatro Robert-Houdin. Ele me disse: Méliès, você que tem o hábito de assombrar o público com seus truques, venha hoje à noite ao Grand Café [...]. Verá algo que talvez vá surpreendê-lo". De fato, assim que as primeiras imagens surgiram na tela, Méliès agitou-se na poltrona. Para a esposa, que o acompanhava, não cessava de repetir: "Esse é o meu negócio, uma coisa extraordinária". Assim que a projeção terminou, Méliès correu para perto do anfitrião. "Eu fazia ofertas a Antoine Lumière para comprar seu aparelho para o meu teatro. Ele recusou. Cheguei a oferecer até 10 mil francos." Como o jovem insistia, Antoine Lumière lhe disse, sorrindo: "Essa invenção não está à venda e, por outro lado, caro amigo, você pode me agradecer por isso, pois ela seria a sua ruína. Ela pode ser explorada durante algum tempo como curiosidade científica, mas, fora disso, não tem nenhum futuro em termos comerciais". | ||||||
| O pai dos irmãos inventores foi sincero. Era mesmo sua opinião. Ele disse o mesmo a Felix Mesguiche, que contratou como operador de câmera e que foi o primeiro cinegrafista de documentário da história do cinema: "Você sabe, Mesguiche, não é uma situação com muito futuro o que lhe oferecemos. É, na verdade, uma atividade de feira, de quermesse. Ela pode durar seis meses, um ano, talvez mais, talvez menos". Essa não era a opinião de Georges Méliès, que, ao contrário dos Lumière, previu o destino prodigioso da invenção. "Revólver astronômico" É preciso dizer que a busca do movimento das imagens é uma obsessão humana desde os primórdios. No século II de nossa era, Ptolomeu, em seu Tratado de óptica, descreveu os fenômenos de persistência de impressões luminosas sobre a retina. Em 1671, um religioso alemão, padre Kircher, descreveu pela primeira vez a lanterna mágica. Mas foi o século XIX que viu florescer toda uma série de aparelhos que criavam a ilusão do movimento. O primeiro deles foi o fenaquisticópio, do belga Joseph Plateau, inventado em 1829, que era composto de um disco sobre o qual figuravam oito imagens, as quais, rodando rapidamente, começavam a se mover. Mais tarde, em 1874, Jules Janssen, com seu "revólver astronômico", fixou as passagens de Vênus diante do Sol e inaugurou a cronofotografia. Seus trabalhos foram retomados e aperfeiçoados pelo fisiologista Jules Marey, que reconstituiu o movimento da asa de um pássaro. Mas foi Émile Reynaud quem, a partir de 1877, com seu praxinoscópio, por meio de uma combinação de projetores e espelhos, reproduziu imagens desenhadas sobre uma tela. | ||||||
| Na época, nos EUA, o célebre Thomas Edison também trabalhou na reconstituição do movimento. Seu primeiro invento, o cinetógrafo, patenteado em 1891, foi sucedido pelo cinetoscópio, que reproduzia imagens registradas pelo primeiro aparelho. Para vê-las era preciso inclinar-se sobre uma espécie de caixa que as continha, equipada com lentes; mas o sistema limitava a observação a uma pessoa por vez. O sucesso do aparelho iria alimentar a controvérsia que opunha Edison aos irmãos Lumière, pois o americano queria se apropriar da paternidade do cinema. Essa fase científica e suas vicissitudes não ultrapassaram os limites da demonstração; como se sabe, foi Méliès que permitiu ao cinema sua superação. Depois da recusa de Antoine Lumière em vender-lhe o aparelho dos filhos, Méliès não se deu por vencido. Fabricou seu próprio engenho. Assim que terminou a construção, decidiu rodar seu primeiro filme. O único cenário de que dispunha era o jardim de uma casa em Montreuil, herança familiar. O roteiro era dos mais simples: Méliès colocou um dos amigos presentes atrás de seu aparelho e os demais em torno de uma mesa. Então, convidou os companheiros a disputar uma partida de manilha, um jogo de cartas, "como fazem na vida, evitando especialmente olhar para a câmera". Talvez sem se dar conta, Georges Méliès acabava de dar o pontapé inicial no cinema. E os bravos rapazes que serviram de cúmplices, sem que se dessem conta, eram simplesmente os primeiros astros da sétima arte. A partir desse dia, Méliès não parou mais de filmar. No começo, registrou cenas da vida cotidiana, principalmente familiar. Mas logo se cansou delas. Então, o ilusionista socorreu o roteirista e lhe abriu as portas de um domínio inexplorado: o sonho, a fantasia, a poesia. Méliès inventou procedimentos técnicos para seguir sua inspiração. | ||||||
| Descobriu um meio que permitia a multiplicação de um personagem sobre a mesma imagem; o surgimento ou o desaparecimento gradual de uma imagem e a transição progressiva de uma imagem a outra, recursos ainda usados atualmente. Às vezes, o acaso intervinha, como o próprio Méliès evocou: "Eu filmava a praça da Ópera. De repente, meu aparelho parou de funcionar. Imagine se os personagens da rua não mudaram enquanto eu examinava o mecanismo. Nem pensei nisso e acabei de filmar. Quando revelei a película, que surpresa! Tinha começado a tomar a imagem de um ônibus que vinha do bulevar des Capucines e, quando o veículo chegou à entrada do bulevar des Italiens, transformara-se em carro funerário! Assim foi descoberto o princípio das cenas com transformações! Durante dez anos, foi um furor". Ampliando o leque de suas produções, Méliès fez filmes que confirmaram sua reputação de mágico da tela, como Viagem à Lua, A conquista do pólo, A viagem de Gulliver, O reino das fadas. Foram mais de mil produções. Apaixonado por sua obra, ele obedecia à imaginação sem se preocupar com os imperativos financeiros. Poeta da imagem, teve o destino de muitos de seus pares e terminou a vida vendendo balas na estação Montparnasse. A posteridade lhe renderia uma homenagem tardia, reconhecendo-o como o criador do espetáculo cinematográfico. | ||||||
MEU TRABALHO É TUDO DE BOM !
terça-feira, 24 de junho de 2008
Atual situação Brasileira
Essa introdução é para dizer aos imigrantes, que o Brasil está vivendo um momento muito diferente da maioria dos países e não adianta de fato discutir isso com europeus, pois, da mesma forma que muitos nunca foram no Brasil e nem sabem onde fica e se sabem é pelas novelas, outros foram de férias e dizem tudo e mais um pouco como se fossem analistas de economia internacional, assim como os brasileiros que para Paris e dizem que conhecem a europa e fala com a propriedade de quem é nativo, onde vivo atualmente é assim, dizem que é de 3º mundo e que uma imensa massa de gente morre em hospitais ou de fome ou em tiros. O que é fato é que a economia brasileira está muito acelerada, próspera, aquecida, a confiança está em alta e o consumo tambem, só vale a pena é pensar se vai estar bom pra você. Para se ter uma ideia minha irmã é professora de biologia e para ela não mudou nada, ao contrario, ela sentiu que as coisas subiram de preço, outra pessoa proxima trabalha com vendas de óleo a alguns anos da Castrol, ele não reclama pois, suas comissões permitiram que reformasse a casa e comprasse um carro novo, outro ainda conseguiu um importante estágio na área de engenharia, outro está representando uma empresa brasileira morando em Nova York. Seja, para alguns setores do mercado está igual, para outros está muito bom e este é seu grande momento, para outros continua um país de fome e desespero.
Como tudo, existem setores de mercado onde não se acha empregos, se conseguem são mal remunerados, entre eles estão a mão de obra não especializada, quem não tem um diploma, não fez um curso técnico, não se especializou, tem baixo escolaridade está dificil em termos mundiais, pois, antes da crise mundial podia até imigrar e fazer o que os nativos não queriam fazer, mas como houve um abrandamento eles estão ocupando essas vagas ou elas não são mais necessarias já que não se vende como antes.
Antes de criticarmos temos que pensar onde erramos, se nós somos aquilo que o mercado precisa, se precisarem de candidatos nós estaremos a altura das exigências. Se a resposta for não, somos parte da categoria de fazer "bicos", "serviços variados, gerais" e esse é mal remunerado. Existem muita gente que fazem criticas, mas o país onde vivem são desconhecidos no exterior, nunca ouviram falar deles e quando ouvem é igualzinho o comentario deles para com o Brasil: sabem de noticias para o pior ( Alguem sabia da existencia da Birmânia e de seu rígido governo?), só em caso de escandalo e catastrofes. O Brasileiro tem o costume de dizer o quanto os outros países, muitos até nem conhecem, são melhores que o Brasil, é importante pensarmos como podemos nos adaptarmos ao mundo e não o quanto o mundo é injusto e inadaptado a nós.
Caetano Veloso, cantor, sobre a inércia e a síndrome de país desimportante que o brasileiro usa de propaganda
Uma das principais vantagens é a de não ter de sair de casa para comprar artigos que podem estar a centenas de quilómetros de distância de vc.
Para quem gosta de tocar fisicamente nos artigos, antes de comprar, então os leilões online não são a melhor escolha.
Um do potenciais problemas dos leilões online é a confiança da comunidade que participa nestes negócios. Para ultrapassar isso, deverá escolher sites que lhe ofereçam algumas garantias acerca dos seus participantes. O site mais conhecido e utilizado no mundo é o ebay, que permite um sistema de votação após a conclusão do negócio, onde o comprador pode dar um voto positivo ou negativo ao vendedor e vice-versa. Desta forma, pelo numero de votos que um membro tem, saberá qual o risco que pode correr.
Em Portugal, a maior comunidade online é o miau, que funciona de forma semelhante ao ebay, com um sistema de votação entre membros do site. Faz parte de um grande grupo económico e é líder destacado no país, no Brasil é o Mercado Livre que é tambem o maior da américa latina e movimenta algo como 550 milhões de dólares em 2006. ( 2007 eu não achei os dados)
Pode ainda olhar para os leilões online como uma grande oportunidade de ganhar algum dinheiro, colocando-se no papel de vendedor. Se tiver artigos em casa que já não utiliza (de qualquer tipo), pode colocá-los à venda nestes sites e ganhar algum dinheiro extra. Se quiser levar mais longe o seu esforço, pode até conseguir montar um negócio virtual e assim ter rendimentos mais interessantes. Existem pessoas e empresas a viverem exclusivamente de negócios em leilões online ou tra coisa interessante é escrever, sim escrever sobre qualquer assunte de fonte segura, manuais, tutoriais, livros de receitas, guias de turismo, a fonte são encontradas na própria NET, muita leitura de jornais e telejornais para estar atualizados sobre tudo, encontrar uma site de Hospedagem e negociar o espaço, daí faça a publicidade ou feche o pacote com publicidade e tudo com o proprio site e aguarde, pois, sendo de amplitude mundial, acreditem, sempre alguem se interessa por alguma coisa que nem imaginamos. ( eu faço isso, escrevo) mas como devem ter notado, no meu blog, não tem link de ninguem nem meu).
AS NOSSAS NECESSIDADES E OS NOSSOS DESEJOS
Precisei imigrar para entender o que é vital e o que é desejos, isso foi bom e ruim, bom porque hoje em dia pequenas coisas me fazem feliz, coisas que me passavam ao lado e eu não notava, ruim porque muita privação é quase auto-flagelação. ( Não sou Masoquista hehhehe), diferente de muita gente que sai de seu país para fazer uma vida nova com melhores condições, eu saí em caráter provisório, para melhorar meu curriculo, fui enganado e orgulhoso como sempre, não quiz voltar para explicar como me deram um golpe e eu fui otário, mas essa é outra história.
Voltando ao tema NECESSIDADE/DESEJO e a mensagem dessa postagem é que não temos recursos infinitos, temos de fazer opções para aquilo que queremos comprar, e temos assistido a más escolhas por parte das famílias. Por exemplo, em vez de comprarem uma casa onde paguem uma mensalidade de 20 ou 30% do seu rendimento, endividam-se até aos 50 ou 60%, obviamente que quando alguma coisa corre mal (como agora a subida das taxas de juro) são logo afetadas.
O grande problema é que as pessoas têm desejos de manter níveis de vida para o qual não têm rendimentos suficientes, e o curioso é que depois não só não conseguem viver felizes com o que têm, como ficam até mais infelizes com as dores de cabeça para arranjarem dinheiro para pagar as dívidas.
Faça as suas escolhas com responsabilidade, não pense que vai tudo correr bem no futuro (porque não vai), deixe uma folga para quando as coisas correm mal.
Existem fatores que não consegue controlar (taxas de juros, desemprego, subida do petróleo), mas as suas opções são influenciadas apenas por você. Não confunda desejos com necessidades.
Não ignore a realidade dos recursos limitados em relação ao dinheiro, e principalmente não tente disfarçar essa realidade usando cartões de crédito ou créditos pessoais para manter o nível de vida que acha que deve ter.
Esta é a principal mensagem desse post. Opte por uma vida simples, que consiga suportar financeiramente e ainda dê para poupar e investir e que lhe permita ter liberdade de escolha no futuro, para você e para a sua família, com essa atitude os seus desejos satisfeitos não serão acompanhado de decepções e esgotamentos para paga-los.
Controle os seus desejos e satisfaça as suas necessidades.
